terça-feira, dezembro 20, 2005

Marfim e o sonho absoluto dos caçadores furtivos

recolho os olhos, assim, tal qual tos apresento, e fecho a televisão no mesmo canal de sempre
e adormecemos com o som do meio da noite,
esse som lacustre de umbigos e de incertezas e a meio da noite
a televisão acende-se nos olhos e sonhamos savanas
e o teu corpo está frio junto ao meu,
ambos palavras perdidas junto aos candeeiros e aos pégasos
de louça à entrada de casa, assim, de mau gosto e de baixo
tom, temos tão mau gosto para decoração e tudo à nossa volta
arde, deixa arder, assim, como sempre,
e os olhos acendem a televisão a meio da noite e perguntam
coisas como caracóis.

6 comentários:

mylostwords disse...

Confesso que já sentia falta de ler qualquer coisa assim.

sete-sóis disse...

Eu também. É muito tua, esta escrita, e muito bela.

Márcia disse...

Um beijo de Natal e um raiozinho do sol do verão, que brilha por aqui, pra cada um de vocês.

José Mata disse...

hey. concentro aqui neste comentário a boa impressão do blog.

:)

muito bem, muito bem.

e um Natal feliz a todos.

Celso disse...

belo poema, letras com força de imagens.

Saudações

Rubens da Cunha disse...

de ir às lágrimas diante de tanta verdade.
abraços
rubens