sábado, julho 05, 2008

madeira de sândalo

(o que ninguém vê e o que ninguém sente é enfim
esta realidade terrível que se nos apresenta diante
dos olhos. as plantas têm todas hoje um cheiro
distante, doentio. regamos plantas. estamos sós,
um pequeno lago prateado de solidão doentia,
de todas as palavras que esquecemos como dizer.
um pequeno lago prateado de solidão e regamos
plantas nas varandas de pequenos apartamentos
velhos, nos prédios das cidades. os nossos antepassados
morreram todos. o tempo e os animais gastaram-lhes
as fotografias, deixámos de saber endereçar-lhes
palavras. que lugar obscuro habitarão? que frases
saberão dizer? é tarde para muitas coisas, considero,
olho-me ao espelho e esfrego a cara; urgentemente
fecho um parêntesis.)

6 comentários:

nocturnidade disse...

tasty *

Vanessa Lourenço disse...

Agoniam-me as fotografias gastas pelo tempo, não nos podemos dar ao luxo de perder memórias...*

as velas ardem ate ao fim disse...

tarde para muitas coisas, considero,
olho-me ao espelho e esfrego a cara; urgentemente
fecho um parêntesis.

Palavras que sinto como minhas.

um abraço

as velas ardem ate ao fim disse...

Feliz Natal!

um bjo

R.Joanna disse...

Adoro esta sensação de andar na blogosfera e haver poemas teus espalhados por todo o lado, como dentes de leão, que são uma coisa que sempre me fascinou :)

O Fim disse...

Bom dia.
Procuro escritores que tenham tentado ser publicados e não o conseguiram para dar uma entrevista sobre as dificuldades de publicação em Portugal.
Por favor contacta-me em OfimdaNoite@gmail.com.
Obrigado